quinta-feira, 25 de julho de 2013

INTERVENÇÃO EM EMERGÊNCIAS ENVOLVENDO PRODUTOS PERIGOSOS. PARTE 1
























1)  INTRODUÇÃO.
Em ocorrências que envolvem “Produtos e ou Substâncias Perigosas” todos os “protocolos de segurança” devem ser seguidos para evitar a contaminação dos profissionais da saúde (socorristas e/ou emergencista), bombeiros, policiais federais e militares estaduais, além dos profissionais que atuam na Movimentação de Produtos Perigosos (motoristas), da população nas comunidades adjacentes e do meio ambiente.

Por este motivo foi elaborado um material para ilustrar e centralizar algumas informações para a contenção e intervenção em casos onde há a presença de substâncias e /ou produtos perigosos. Este material serve para os profissionais que laboram diretamente e indiretamente com este tipo de carga que é comumente transportado pelas nossas estradas brasileiras.










2) CONSEQUÊNCIAS DO DOS ACIDENTES ENVOLVENDO SUBSTÂNCIAS E /OU PRODUTOS PERIGOSOS.

Uma série de problemas pode ser acrescentada em uma escala crescente quando ocorre um acidente onde no cenário existe a presença de uma ou várias substâncias e ou produtos perigosos, por este motivo segue algumas das situações mais comuns:

ü  Ferimentos no motorista, até mesmo o óbito;
ü  Perda parcial ou total da carga transportada;
ü  Danos ao sistema ecológico (animais, vegetação, rios e etc.);
ü  Prejuízos às empresas envolvidas (produtora, transportadora e consumidora);
ü  Doenças e até a morte de membros da população adjacente;
ü  Outros tipos de danos materiais no local acidente;
ü  Prejuízos à economia do país.
  
3) LEGISLAÇÃO VIGENTE.

O Decreto nº 96.044, de 18 de maio de 1988, classifica os produtos em 9 (nove) Classes diferentes, de acordo com a NBR 7502 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). E também a partir de 2000 o Exército Brasileiro, através do Decreto nº 3.365/000, fiscaliza, controla e autoriza a comercialização de determinados produtos e/ou artefatos explosivos.
Segue abaixo algumas informações que são básicas em todas as placas de sinalização conforme orientação e classificação da Organização das Nações Unidas (ONU), no final deste artigo tem um anexo especial com as NBR’s que tratam sobre o transporte de produtos perigos.

Descrição: D:\PASTA PROD. PERIGOSOS\Placas de Transporte Produtos Perigosos.bmp
Figura 1 – Painel de Segurança onde as informações importantes sobre a carga transportada são elencadas.





4) CLASSE DE PRODUTOS PERIGOSOS.

CLASSE 1 – EXPLOSIVOS.
EXEMPLOS: dinamite, nitrocelulose, pólvora, cordel acendedor, cartuchos para armas de festim.
Os explosivos podem ser classificados em 03 categorias:

SÓLIDOS: dinamite (como carga combustível emprega-se cascas vegetais e ou serragem de madeira).
LÍQUIDOS: nitroglicerina (explosivo muito perigoso, abalos, choques ou queda podem provocar uma explosão).
MISTURA: pólvora (mistura de enxofre, nitrato de enxofre, nitrato de sódio e carvão em pó).

SUBCLASSES DOS EXPLOSIVOS.

SUBSTÂNCIAS EXPLOSIVAS 1.1: existe risco de explosão, e toda carga explosiva pode ser afetada instantaneamente.
EXEMPLOS: picrato de amônia (contendo 10%) de água, cartuchos para armas com carga de ruptura, pólvora negra granulada em pó ou pastilhas, espoletas não elétricas, carga de demolição, foguete com carga de ruptura, estopim, TNT (trinitrolueno).

 SUBSTÂNCIAS COM RISCO DE PROJEÇÃO 1.2: Não apresentam risco de explosão total e instantânea, mas produzem estilhaços.
EXEMPLOS: bombas com carga de ruptura, cordel detonante com revestimento metálico de efeito suave, projeteis com carga de ruptura, granada de mão, detonadores de munição.
SUBSTÂNCIAS COM RISCO DE FOGO 1.3: apresentam risco mínimo de explosão, são substâncias e artigos que emitem grande quantidade de calor seguida de pequenas explosões.
 EXEMPLOS: cartuchos de festim para armas, sinalizadores para navios ativados pela água, pasta explosiva (contendo 35% ou mais de água).

SUBSTÂNCIAS QUE APRESENTAM POUCO RISCO 1.4: Se ocorrer ignição (faísca) durante o transporte, estas substâncias ocasionam pequenos danos. Os artigos deste agrupamento são acondicionados em embalagens tais como: caixas e tambores.
O fogo em uma embalagem geralmente não passa para a outra, a não ser que a embalagem esteja danificada. Em caso de fogo externo a embalagem não deverá explodir, as consequências podem ser consideradas mínimas. 
EXEMPLOS: espoleta elétrica, sinalizador de fumaça com carga explosiva, estojos vazios de cartuchos com iniciador.

SUSBSTÂNCIAS INSENSIVEIS 1.5: estas substâncias geralmente e ou raramente explodem e dificilmente se incendeiam quando o transporte é realizado de maneira correta. Quando armazenadas em grandes quantidades em grandes espaços, como em porões de navios, existe certo risco de pequena monta neste caso.
EXEMPLOS: explosivo de demolição tipo B, neste caso o tipo de embalagem empregado para armazenar este tipo de substância é muito importante, pois pode diminuir o risco que envolve o transporte do produto.


SINAL DE PERIGO NO TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE EXPLOSIVOS.

Quando sofre decomposição gradual, isto é, estraga, a maior parte dos explosivos produz gases avermelhados, se isto ocorrer, o explosivo em questão deve ser destruído por especialistas. Pois não recomendado armazenar e ou transportar o explosivo nesta condição.

CLASSE 2 – GASES COMPRIMIDOS, LIQUEFEITOS, DISOLVIDOS SOBPRESSÃO OU ALTAMENTE REFRIGERADOS.
EXEMPLOS: oxigênio, amônia, argônio, acetileno, GLP (gás liquefeito de petróleo).

OBS IMPORTANTE: esta classe compreende os permanentes, liquefeitos, dissolvidos sobre pressão, altamente refrigerados e gases altamente tóxicos.

GASES LÍQUEFEITOS: estes tipos de gases podem torna-se líquidos quando submetido à alta pressão, à temperatura ambiente (exemplo GLP – Gás Liquefeito de Petróleo). No caso do GLP que é obtido através do refinamento do petróleo, sua constituição tem também a presença de “butano e propano”. O contato do propano líquido com pele pode provocar queimaduras devido a sua baixa temperatura, a sua inalação por um longo período de tempo pode asfixiar. Caso haja o vazamento do GLP em determinado ambiente fechado não se deve causar nenhum tipo de centelhamento (acender fósforos, ligar interruptores ou algo assim), pois pode haver uma explosão no ambiente. Muito comum em residências, apartamentos.
  
GASES PERMANENTES: os gases que não podem ser liquefeitos à temperatura ambiente (exemplo Gás Hélio).

GASES DISSOLVIDOS: são os que se transformam quando adicionado um determinado tipo de solvente (exemplo o acetileno dissolvido em acetona).

GASES ALTAMENTE REFRIGERADOS: são os gases que não podem ser transformados em líquidos sob à temperatura ambiente. Para transformá-lo em líquido deve-se baixar sua temperatura (exemplo do nitrogênio). 

GASES ALTAMENTE VENENOSOS: sua característica principal é o alto poder de letalidade para os seres humanos (neste caso a amônia em forma de gás ou de soluções altamente concentradas, tem um cheiro peculiar de amoníaco, é um gás venenoso e perigoso para os olhos e para as vias respiratórias).

CLASSE 3 – LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS.
EXEMPLOS: aldeído de acético, acetona, benzina, álcool etílico, acrilato de metila, nitrato de metila, gasolina e querosene.

OBS IMPORTANTE: são líquidos ou mistura de líquidos que produzem vapores altamente inflamáveis quando a temperatura esta abaixo de 65,5ºC e com ponto de fulgor abaixo de 61ºC.

Manobras que podem provocar pequenas centelhas, as quais encontrando condições inseguras podem inflamar o líquido. 
Um incêndio ocorre quando um líquido inflamável atinge o ponto de combustão e entra de alguma forma em contato com uma fonte externa de calor, ainda que seja uma simples faísca”.

CLASSE 4 – SÓLIDOS INFLAMÁVEIS, SUBSTÂNCIAS SUJEITAS A COMBUSTÃO EXPONTÂNEA, SUBSTÂNCIAS QUE EM CONTATO COM ÁGUA EMITEM GASES INFLAMÁVEIS.
EXEMPLOS: celuloide, enxofre, fósforo branco, sódio metálico, alumínio em pó, ligas de magnésio, negro de fumo.

OBS IMPORTANTE: são substâncias com consistência sólida e com propriedade de fácil combustão (pegam fogo rapidamente), neste é necessário á existência de fonte externa de calor (faísca, chama, atrito de metal contra metal, entre outros) para ocasionar um incêndio de grandes proporções.
Segue exemplos abaixo:

Enxofre é uma substância de cor amarela, comercialmente é apresentado na forma de pó fino ou granulado, ou até mesmo pedaços. “Quando envolto em fogos se incendeia muito rapidamente e desprende gás tóxico, que é bióxido de carbono, altamente irritante e sufocante”.       

Também existem substâncias que podem entrar em “combustão espontânea”, muito comum em cemitérios e em depósitos municipais de lixo, este fenômeno ocorre devido o apodrecimento da matéria orgânico que durante o processo acabar por desprender certos tipos de gás, que em contato com o oxigênio do ar acaba por inflamar espontaneamente.

Outro produto que tem a mesma característica é o “fósforo branco” que deve ser mantido dentro da água para evitar o contato com o oxigênio do ar.
   
CLASSE 5 – SUBSTÂNCIAS OXIDANTES; PEROXIDOS ORGÂNICOS.
EXEMPLOS: perclorato de amônia, clorato de bário, persufato de potássio, peróxido de hidrogênio, peróxido de potássio.

OBS IMPORTANTE: No caso das substâncias oxidantes em algumas condições este tipo de classe de substância pode ser “altamente perigosas, pois na forma líquida ou sólida, estas substância podem liberar rapidamente oxigênio que pode contribuir para a combustão de outro material.  

Em casos de impacto e ou fricção podem provocar a ignição, os “Percloratos, Sulfatos e Cloratos” ao se incendiarem podem liberar gases altamente tóxicos. Em casos de armazenamento destas substâncias, deve-se manter isoladas de outros tipos de materiais.

CLASSE 6 – SUBSTÂNCIAS TÓXICAS; SUBSTÂNCIAS INFECTANTES.
EXEMPLOS: acetona cianidrina, ácido fluoracético, óxido de mercúrio, acetato de chumbo, bissufato de mercúrio, chumbo tetraetila, composto de antomônio e cianetos em geral (produto usado para produção de chumbinho).

OBS IMPORTANTE: são “substâncias que reagirem, liberam vapores ou gases tóxicos”, sérios são os danos a saúde e pode haver óbito. Algumas substâncias como o “Pentaclorofenato de Sódio – Pó da China” além de tóxico pode ser inflamável também. Nesta Classe de substâncias também temos os “Pesticidas e Inseticidas”.

Outras substâncias são encontradas em ambientes hospitalares, e tem um alto grau de transmissão de “microrganismos que podem causar aos seres humanos e animais moléstias graves”.  Neste caso o manuseios e transporte obedecem normas rigorosas emitidas pelo Ministério da Saúde (MS) e da Agricultura.

CLASSE 7 – SUSBSTÂNCIAS RADIOATIVAS.
EXEMPLOS: urano, amerício, tório, cobalto, césio, irídio entre outras.

OBS IMPORTANTE: Por se tratar de substâncias que emitem de forma espontânea radiação partículas nucleares, que se foram absorvidas pelo organismo humano em doses elevadas, pode ocasionar a morte. Devido e este motivo a Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEM estabelece normas que controlam o transporte de material radioativo de acordo com as Normas Internacionais de Transporte Radioativo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).   Podemos citar como exemplos Rádio (226 & 228) ou o Urânio (232). 

CLASSE 8 – CORROSIVOS.
EXEMPLOS: acido acético, ácido cloro acético, ácido clorídrico, ácido fluorídrico, ácido nítrico, ácido sulfúrico, soda cáustica.

OBS IMPORTANTE: são substâncias no estado sólido ou na forma líquida, que em seu estado original, possuem a capacidade de causar sérios danos e queimaduras na pele, mucosa da boca e demais partes das vias respiratórias. Algumas substâncias em contato com a água ou com a umidade do ar podem liberar gases corrosivos e irritantes visíveis pela formação de gases, como exemplo posso citar “Anidrido Acético”.
    
CLASSE 9 – SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS.
Esta classe agrupa outras substâncias não enquadradas nas outras classes citadas.
EXEMPLOS: acetaldeido de amônia, dióxido de carbono (sólido), asbesto azul, dibromodifluormetano, formaldeído.  

OBS IMPORTANTE: são substâncias que por suas peculiaridades não são enquadradas nas outras classes já mencionadas anteriormente. Segue alguns exemplos abaixo para ilustrar melhor:

O Nitrato de Amônio (fertilizante) quando aquecido, se decompõem e libera mais calor, podendo chegar á temperatura de 260ºC, produzindo gás tóxico e explosões quando se espalha para toda carga. Já o Clorofórmio por ser m líquido incolor e volátil com forte odor e anestésico, quando envolvido pelo fogo emite uma fumaça tóxica. 

No caso do “Acetato de Chumbo” que é uma substância que é encontrada na forma de cristais brancos que podem diluídas em água, se ingerido pode causar intoxicação.

5) COMUNICAÇÃO E ACIONAMENTOS EM INTERVEÇÃO COM PRODUTOS E/OU SUBSTÂNCIAS PEROGOSAS.
O Procedimento Operacional para intervenção em emergências segue as seguintes recomendações (normas gerais de ação – NGA):

a)   IDENTIFICAÇÃO DO(S) PRODUTO(S).

Essa identificação da Classe do Produto pode ser feita através da Classificação da ONU (Organização das Nações Unidas) que é feita através das “placas de sinalização padronizadas” que são alocadas no veículo ou local da armazenagem.  Esta regra padronizada vale para qualquer parte do mundo.

Também pode ser feita através da FISQP (Ficha de Informação de Segurança Sobre o Produto Químico) que obrigatoriamente deve acompanhar o produto durante todo o itinerário da carga;

Além de informações fornecidas pelo próprio motorista (devido o curso do MOPP que o mesmo é obrigado a fazer para realizar esta atividade, este curso tem validade de 02 anos).

A cena do vazamento pode também ajudar identificar o tipo de produto: odor e ou emissão de coloração e seus possíveis reflexos no meio ambiente que podem indicar se produto é altamente toxico, mais essa técnica só é aplicada pelos especialistas.

 

Figura 2 – Locais onde a sinalização deve indicar o tipo de produto que esta sendo transportado.

b)  ISOLAMENTO DA ÁREA AFETADA.

O uso de cones de sinalização, coletes sinalizadores com faixas refletivas, fitas zebradas é extremamente importante para alertar que naquela área esta ocorrendo algum tipo de emergência. Nos caminhões transportadores e nas empresas de refino e armazenamento estes tipos de Equipamento de Proteção Coletivo estão acondicionados e prontos para serem empregados quando houver a emergência. Mais é necessário, inspeções rotineiras nestes equipamentos para saber se estão funcionando perfeitamente e se não foram furtados e/ou danificados. 

c) USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA.

O uso dos EPI’s é obrigatório, conforme regulamentação própria, e por tanto deve ser obedecida fielmente, outro ponto é saber se o EPI empregado esta de acordo com o risco detectado no ambiente de trabalho, e mais importante, se o EPI tem o CA (Certificado de Aprovação), aprovado e testado pelo SINMETRO e regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Todo EPI deve obrigatoriamente apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial do fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, se for nacional. Se for importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o numero do CA (NR 6, Item 6.9.3).

A empresa é obrigada a fornecer o EPI (NR 6, Item 6.3), bem como prover a orientação e o treinamento para o uso correto do mesmo pelo empregado (item 6.6.1 da NR 6).

Capacete, botas, mascara para proteção do aparelho respiratório, óculos de proteção, luvas, e até mesmo macacão com tecidos especiais, fazem parte do Kit de Emergência que está à disposição do caminhoneiro que realiza o transporte de Produtos Perigosos.
  

d)  CONTROLE E CONTENÇÃO DE VAZAMENTO(S).

Algumas substâncias são empregadas em larga escala para neutralizar e ou absolver outras substâncias potencialmente perigosas, e por este motivo são utilizadas para a contenção de vazamentos e limpeza de áreas que são contaminadas por produtos e/ou substâncias especiais e perigosas.  

a)  Grafita e a limalha de ferro fundido é empregada para debelar foco de incêndio na indústria de fundição de aço.
b)  A água é um solvente universal e serve para refrigeração.
c)   O gás CO² quando submetido a baixa pressão, ao ser utilizado em um ambiente fechado acaba por expulsa o oxigênio do ambiente. O CO² não danifica os equipamentos eletroeletrônicos.
d)  O gás Halon no Brasil não é mais empregado, devido o Tratado de Kyoto, mais é um excelente agente extintor para incêndio da Classe C, pois não danifica o equipamento eletroeletrônico.
e)  A areia em determinados casos pode anular o nível de inflamabilidade dos líquidos inflamáveis.

6) PROCEDIMENTOS EM CASOS DE EMERGÊNCIAS ENVOLVENDO PRODUTOS E/OU SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS.

ü  Não fumar no local;
ü  Não usar lanternas e ou luminárias que não são adequadas (usar rádios e lanternas intrinsecamente seguros);
ü  Usar equipamento elétrico á prova de explosão e ferramentas à prova de faíscas;
ü  Evitar fonte de ignição numa área de 150m² em torno do veículo;
ü  Usar de educação para tentar manter os curiosos longe do veículo ou central onde estiver ocorrendo o vazamento;
ü  Realizar a comunicação para o Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Rodoviária Federal ou mesmo Polícia Militar de acordo com o local e aguardar a chegada do socorro;
ü  Repassar todas as informações pertinentes sobre o produto que está vazando, informações contidas na FISQP (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico);
ü  Acionar a Transportadora responsável pelo produto;
ü  Tentar deslocar o veículo para um local seguro e tentar  posicionar o mesmo em uma posição que não permita que vento possa aumentar e alastrar a contaminação e intoxicação pelo produto e/ou substância perigosa que esta vazando para rios, lagos e as comunidades adjacentes;
ü  Em casos de vazamento em áreas urbanas, evitar que o produto vá para as bocas de lobo mais próximas, a  contenção com uso de areia ainda é utilizada em larga escala em casos de vazamentos de gasolina e querosene;
ü  Desligar o motor do veículo se for o caso, ou motores as proximidades do vazamento, mesmos após explosões;
ü  Utilizar os EPI’s e EPC’s que estão lotados no caminhão ou nos locais e/ou abrigos de emergência;
ü  Se houver incidência de fogo em pequena proporção, tentar debelar o foco do incêndio empregando o extintor de ABC do veículo;
ü  Existem casos que deve ser empregado água para o resfriamento do tanque (neblina de água) ou jato de água para controlar o vapor, e até mesmo espuma química. Tudo vai depender do tipo de produto armazenado ou transportado pelo veículo (caminhão).

7) DESCONTAMINAÇÃO DOS RECURSOS EMPREGADOS.

ü  Os rádios fixos e portáteis para a comunicação devem ser intrinsecamente seguros e construídos em material para facilitar a limpeza e desmontagem para a descontaminação.
ü  Durante o atendimento da ocorrência, o uso do rádio deve permitir manter as mãos livres para o trabalho, quando do uso interno em roupas encapsuladas. As organizações que devem ser notificadas e/ou acionadas para os eventos são:
ü  Produtos Químicos: ABIQUIM;
ü  Produtos Biológicos e Farmacêuticos: Centro de Informação Toxicológica;
ü  Materiais Radioativos: Comissão Nacional de Energia Nuclear através do Instituto de Pesquisas Nucleares;
ü  Substâncias Explosivas: Comando Militar do Exército Brasileiro;
ü  Embalagens Aéreas: INFRAERO;
ü  Embalagens Náuticas: Capitanias dos Portos;
ü  Dutovias, Rodovias e Ferrovias: Agência Nacional de Transportes Terrestres;
ü  Concessionárias, DNER, DER; Polícia de Trânsito Urbano, Rodoviário e Ferroviário;
ü  Acidentes Ambientais: IBAMA e o Órgão Ambiental Estadual;
ü  Transportador: Associação Brasileira dos Transportadores de Cargas Líquidas e Produtos Derivados.














8)  CONSIDERAÇÕES FINAIS.

Infelizmente não há ainda uma tecnologia ou metodologia que seja 100% (cem por cento) segura para evitar acidentes que envolvam produtos e ou substâncias especiais e/ou perigosas, temos exemplos claros, tais como Chernobyl (Rússia), Ozaka (Japão), Cézio (Brasil), entre outras catástrofes que já ocorreram pelo mundo afora.

Porém existe a possibilidade de minimizar os efeitos nocivos sobre o meio ambiente em que vivemos e sobre os seres humanos, mais isso só vai acontecer quando todos nós tivermos consciência de nosso papel no ciclo da vida, e o primeiro passo sem dúvida nenhuma começa pela prevenção.
O segundo passo é a qualificação técnico profissional que também ajuda a evitar que acidentes com produtos e/ou substâncias especiais possam continuar a acontecer nas nossas estradas, mar e rios do nosso imenso Brasil.






9)  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Brasil. Portaria Federal 3.214, de 08 de Junho de 1978.
Decreto-Lei nº 2.063/83.
Decreto nº 96.044/88 - Transporte Rodoviário.
Decreto nº 98.973/90 - Transporte Ferroviário.
Decreto nº 4.097/02 – (Altera redação do art. 7º e 19).
Portarias MT n.º 261/89, 204/97, 409/97, 101/98, 402/98, 490/98, 342/00, 170/01, 254/01.
Decreto nº 1.797/96 - Acordo MERCOSUL.
Decreto n.º 2.866/98 - Regime de Sanções e Penalidades.
Portaria MT nº 22/01 - Instruções de Fiscalização do Transporte Rodoviário.
Brasil. Decreto nº 3.365/2000. Normativa R 105 do Exército Brasileiro.
Comissão para Movimentação de Produtos Especiais (CMPE), Criada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).
Curso MOPP – MOVIMENTAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS (SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial / CENTRO DIESEL DA AMAZÔNIA /BELÉM – PARÁ).










10)             CURSOS E EXPERIENCIAS PROFISSIONAIS DO AUTOR.
ü  Curso de ARAS AMADOR na Marinha do Brasil, Curso de Patrão de Embarcação – Operações Ribeirinhas no  Grupamento de Fuzileiros Navais de Belém (GptFNBe), ano de 2007;
ü  Vigilante na empresa Paragás (Grupo Edson Queiroz, de 1999 a 2000 no Terminal de Miramar (Belém/Pará) pela Empresa Norsegel Vigilância e Transporte de Valores Ltda, atualmente Grupo Prosegur);
ü  Inspetor e Chefe de Operações/Gestor de Contrato da Petrobrás distribuidora, Terminal de Miramar (Belém/PA) na Empresa Fiel vigilância e transporte de Valores Ltda, de 2005 a 2010;
ü  Curso para membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA) em 2007 na Empresa Fiel Vigilância e Transporte de Valores Ltda;
ü  Analista de Riscos Empresariais e Corporativos na Área de Segurança Patrimonial, Certificação Intermediaria no Curso de Gestão de Segurança Privada na Faculdade de Tecnologia da Amazônia (FAZ) em 2007;
ü  Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) voltado para Prevenção de Incêndios nas Empresas na Faculdade de Tecnologia da Amazônia (FAZ) em 2008 para obtenção de Nível Superior na Área de Gestão de Segurança Privada;
ü  Trabalho de Conclusão de Curso voltado para a Prevenção de Incêndio em Operações com Explosivos (NR 19) no Sistema Integrado de Educação Básica e Profissional do Pará (SIEPA) para obtenção do Grau a Nível Técnico na Área de Segurança do Trabalho;
ü  Membro do Conselho Regional de Administração, Seção Pará/Amapá (CRA);
ü  Curso de Bombeiro Civil (2011), atuando exercendo e profissão, com habilitação para supervisão e execução de serviços realizados em altura (NR 35);
ü  Cursos de Aperfeiçoamento na Área da Indústria da Construção (NR 18) e Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA – NR 5).
  













ANEXO I

NORMAS BRASILEIRAS DE REGULAMENTAÇÃO (NBR) DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS QUE TRATA SOBRE TRANSPORTE E SIMBOLOGIA DE PRODUTOS PERIGOSOS NO BRASIL.

NBR
Define
Observação
7500
Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos.
Substitui e cancela as NBR 5571/97; 8286/00 e 12739/92.
7501
Transporte terrestre de produtos perigosos – terminologia.
Substitui a NBR 7501/89.
7503
Ficha de emergência e envelope para o transporte terrestre de prod. Perigosos – características, dimensões e preenchimento.
Substitui a NBR 7503/2001; Cancela e substitui a NBR 7504/02 e 8285/2000.
9735
Conj. de equipamentos para emergências no transporte de produtos perigosos.
Substitui a NBR 9735/00;
Cancela e substitui as NBR 9734/00; 12710/01; 1395/00.
12982
Desvaporização de tanque  - classe 3.
Substitui a NBR 12982/93.
13221
Transporte terrestre de resíduos.
Substitui a NBR 13221/2000.
14064
Atendimento a emergência no transporte terrestre de produtos perigosos.
Substitui a NBR 14064/98.
14095
Área de estacionamento.
Substitui a NBR 14095/98.
14619
Incompatibilidade química.
Substitui a NBR 14619/2000.


terça-feira, 23 de julho de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CASA AMBIENTE INSEGURO.



Esta matéria esta direcionadas aos TST'S, Pais, Mães, Irmãos. Ao grande publico em geral. Pois chegou a Epóca de Férias Escolares, portanto devemos redobrar a atenção sobre os nossos filhos, mesmo que eles estejam supostamente em ambiente seguro. A Nossa Residencia.


1)  INTRODUÇÃO.
Acidentes via de regra não acontecem por acaso, existe uma sucessão de falhas de procedimento que levam a um evento negativo (acidente), a famosa “Lei de Murphy”. Contudo podemos desenvolver estratégias singulares para tentar minimizar os riscos a que estamos expostos e também mitigar as suas consequências.
De que forma podemos fazer isso? Sendo proativos. Analisando minuciosamente os detalhes (instalações prediais, probabilidades e o meio ambiente), isso sim é ter e praticar uma conduta prevencionista no nosso dia a dia (cotidiano), no ambiente doméstico ou trabalho.

2)  CASA AMBIENTE SEGURO.
Muitos acidentes domésticos se materializam dentro do ambiente doméstico devido ao fator humano (desatenção, puro descuido), pois existe um ditado que “a casa é o reflexo do seu dono”.
É muito importante saber o que fazer e como fazer frente um caso de   emergência,  mais importante é saber prevenir e/ou evitar que o risco de pequena monta venha se transformar em risco de grande monta.
Por estes motivos serão elencados alguns pontos específicos dentro de um ambiente doméstico que realmente podem ser considerados como perigosos, especialmente para as “crianças e idosos”.



A) ÁREA DE SERVIÇO.
Grande concentração de máquinas, ferramentas e utensílios que podem causar acidentes graves, por este motivo serão elencadas algumas medidas de prevenção:
ü  Máquinas de lavar e outros tipos de aparelhos de grande porte devem permanecer cobertos e com o cabo de alimentação fora da tomada quando estiver fora de uso para evitar que as crianças possam utilizar estes aparelhos como brinquedos ou local (is) para se esconder;
ü  Churrasqueiras que tem como combustível o gás GLP quando fora de uso devem obrigatoriamente estar com a mangueira de gás desconectada do bujão de gás, e se for alimentação via energia elétrica adotar a mesma precaução do item anterior;
ü  Ferramentas (terçados, facões, tesouras de jardinagem, enxadas, martelos, marretas, foices, entre outras) devem ser guardadas em um ambiente isolado e com chaves para evitar que as crianças tenham um fácil acesso a estas ferramentas e possam se cortar;
ü  Mangueiras de jardim, cordas e ou correntes devem permanecer enroladas e de preferência e um local alto, onde só os adultos possam alcançar;
ü  Lonas, redes que estão em desuso devem ser enroladas e devidamente guardadas para evitar tropeções ou no caso do plástico que pode servir de depósito de água para os mosquitos da dengue ou abrigo para animais peçonhentos;
ü  Os produtos de limpeza (álcool tratado, ácido muriático, detergentes, alvejantes, q-boa, entre outros) que são empregados neste ambiente devem ter um lugar para serem guardados de forma segura (prateleira suspensa, armários com portas e chaves ou caixotes também com algum tipo de trava de segurança).

B) ARMÁRIOS E GAVETAS.

ü  Gavetas com puxadores devem ter um mecanismos que impeça que a gaveta ao ser puxada venha a sair totalmente dos trilhos, evitando que a mesma venha a cair sobre a criança ou no pé do adulto, cuidado ao comprar este tipo de armário ou guarda roupa;
ü  Os produtos mais pesados devem colocados nas gavetas mais próximas ao solo, para evitar que este(s) objeto(s) venha a cair sobre a(s) criança(s) pequena(s);
ü  Nos armários que possuem portas de correr verificar se existe mecanismo ante pressão, para evitar que no ato de fechar à porta a mão ou os dedos (falanges) sejam prensados.
ü  Armários montados e de material chamado de aglomerado não suportam um peso grande ou força excessiva.

C) COZINHA.
O fogão é o foco das atenções:
ü  Ao cozinhar manter os cabos das panelas voltadas para o lado interno, desta forma ao se locomover o risco de esbarrar no cabo ou que uma criança venha a puxar o cabo da panela, e o liquido quente possa derramar e provocar queimaduras graves;
ü  Ao acabar de realizar qualquer tipo de cozimento, ter a autodisciplina de desligar o registro do bujão, para evitar vazamentos;
ü  O bujão de gás deve ficar posicionado na parte externa da residência, e a tubulação empregada (mangueira) deve ter o selo do IMETRO;
ü  Nunca se deve apagar um principio de incêndio ocasionado por óleo vegetal com água, um pano molhado sobre a panela pode provocar a extinção do principio de incêndio através do abafamento;
ü  Durante o cozimento de alimentos não deixar nenhum tipo de tecido as proximidades do queimadores do fogão, esses panos podem facilmente pegar fogo;
ü  Ao terminar as tarefas do dia a dia na cozinha deve-se realizar uma inspeção no local e desligar o registro do bujão de gás;
ü  Sempre que possível ler as etiquetas dos produtos de limpeza, pois pode ocorrer o envenenamento de crianças por inalação, ingestão e/ou mesmo pela pele, é no rotulo de cada produto que vem as contraindicações e medidas corretivas que se deve adotar em caso  de acidente;
ü  Facas e garfos devem ser mantidos fora do alcance de crianças, para evitar acidentes com objetos perfuro cortantes;
ü  Não deixar restos de comidas ou qualquer outro tipo de alimento que ao final do dia e durante a noite possa servir para alimentar roedores e outros animais.

D) BANHEIROS.

ü  Neste ambiente existe uma grande quantidade de microrganismos nocivos à saúde humana (bactérias principalmente), por isso a higienização deste ambiente deve ser constante;
ü  Vasos sanitários devem permanecer com a tampa fechada a todo o momento para evitar que crianças pequenas possam brincar na água represada;
ü  Após realizar a limpeza do banheiro enxugar o chão para evitar riscos de quedas, tanto para crianças como para os idosos. Nestes casos, deve-se colocar um corrimão para ajudar no equilíbrio dos idosos;
ü  Nunca se deve usar Acido Muriático com a porta fechada, pois pode haver perda de consciência devido à alta concentração do produto químico que está concentrado no ambiente;
ü  Barbeadores, giletes e outros materiais perfuro cortantes deve ser  guardados em um local fora de alcance de crianças pequenas;
ü  Cremes e loções, também deve ter um local seguro para sua permanência prolongada;
ü  Box e divisória(s) instalado(s) no banheiro não devem ser de vidro comum, usar vidro temperado e acrílico que são bons materiais para ser empregados, quando estes materiais quebram não geram estilhaços cortantes;
ü  Medicamentos não são guardados no banheiro, de preferência em caixa sinalizada e fora do alcance de crianças e adolescentes para evitar a automedicação.
 
E)  QUARTOS.

ü  Locais climatizados devem passar por limpeza constante e ter uma hora especifica para arejamento, principalmente deve-se evitar a concentração de carpetes e cortinas em excesso, para evitar que ambiente seja contaminado por fungos ou outro tipo de micro-organismo;
ü  Evitar excesso de aparelhos eletroeletrônicos em um ambiente, pois pode haver uma sobre carga localizada;
ü  Aparelhos de ar-condicionado deve ter um cronograma de limpeza;
ü  Não se deve realizar qualquer tipo de refeição, lanche ou merenda no quarto, pode haver a possibilidade de atrair a atenção de animais peçonhentos, formigas, baratas e ratos, motivados pelo resto de comida ou migalhas que ficam sobre a cama;
ü  Cortinas devem ser lavadas periodicamente, e crianças adoram ficar penduradas em cortinas, por este motivo fixar bem as cortinas nas paredes;
ü  Animais de estimação devem ter o acesso regrado, principalmente quando está na fase de muda de pelo ou mesmo realizar suas necessidades fisiológicas no ambiente, crianças e adultos podem desencadear alguma doença alérgica.


F)  SALA.

ü  Evitar a concentração de equipamentos eletroeletrônicos em uma mesma tomada, para evitar curto circuito;
ü  Evitar o uso de extensão em larga escala, pode haver quedas e tropeções;
ü  Mesas de centro com material de vidro não é aconselhado quando a residência tem criança que estiver apreendendo a andar, os cacos de vidro podem representar um risco potencial;
ü  Evitar compras mesas, cadeiras que possuem quinas vivas, de preferência quinas boleadas;
ü  Computadores, televisões e outros aparelhos eletroeletrônicos atualmente tem peso reduzido, por tanto, devem ser ajustados em  locais onde tenha uma base larga onde estes equipamentos serão instalados, pois as crianças tem uma tendência grande a puxar estes equipamentos quando estão brincando perto destes equipamentos;
ü  Objetos pequenos de preferência devem ficar em prateleiras suspensas, pois crianças pequenas tem uma grande tendência de levar estes objetos para a boca e podem se sufocar.
 
G) PISCINAS, CHURRASQUEIRAS E ÁREAS DE LAZER.

ü  No caso das piscinas, as mesmas quando houver a possibilidade devem ter uma barreira física para impedir o acesso indevido de crianças pequenas e pessoas que não sabem nadar. Um pequeno momento de desatenção pode ocasionar um acidente fatal (afogamento);
ü  No caso da ausência de uma barreira física, as lonas especiais apropriadas podem sem usadas para minimizar o risco de afogamento;
ü  Crianças pequenas não devem ter a cesso livre e sem a presença de um adulto responsável presente no local;
ü  Em casos de locais públicos e privados que tem piscina, verifique com a direção se existe um salva-vidas (bombeiro civil) devidamente habilitado para o exercício da função;
ü  Se existe um local apropriado para guarda e uso dos equipamentos (maca, ambu, tala de imobilização, tesoura sem ponta, ataduras, gazes e esparadrapo, entre outros) empregados no atendimento pré-hospitalar;
ü  Se existe placas de sinalização informando/indicando onde estão os locais perigosos e vias para abandono de área;
ü  As churrasqueiras a gás ou mesmo elétricas devem passar por manutenção periódica para evitar acidentes no ato do seu uso;
ü  Os garfos e/ou espetos de qualquer material devem ser guardados em local seguro e no ato do uso devem ser mantidos longe do alcance das crianças;
ü  Verificar as áreas de laser que possuem parques e outros tipos de brinquedos, verificar se existe no local algum tipo de ponta saliente, vergalhão saliente ou pregos expostos, até mesmo farpas de madeiras nestes brinquedos coletivos.
  
H) DESPENSA E GELADEIRAS.

ü  Verificar os prazos de validades de alimentos de forma constante para evitar intoxicação alimentar;
ü  Não consumir algum tipo de alimentação armazenada em geladeiras e freezer, após um longo período de suspensão de energia elétrica, sempre verificar o odor dos alimentos antes de consumi-los.
ü  Remédios que necessitam de resfriamento devem ser rotulados e colocados em um local seguro dentro da geladeira;
ü  Todas as geladeiras devem ter um mecanismos contra descargas elétricas, o famoso aterramento.

I)  QUINTAL.

ü  A limpeza e retirada do entulho desta área evita o surgimento de animais peçonhentos, que procuram abrigo e alimentação em pedras, areia e tijolos acondicionados por um longo período de tempo;
ü  As arvores devem passar por um processo de poda, para evitar que os galhos sejam usados pelas crianças no ato de brincar ou mesmo transpor o muro para acessar o quintal alheio;
ü  Cacos de vidro, arame farpado não podem ser empregados como medida protetiva (ofendículos) para evitar o acesso não autorizado, e mesmo às crianças podem se cortar ao tentar transpor o muro;
ü  Canil deve ser limpo de forma periódica para evitar que os animais possam adoecer e transmitir a doença para crianças e adultos por meio das fezes e urina;
ü  Fossas, poços, buracos em geral devem ser sinalizados e possuir tampas para evitar quedas.

J)  CHAGÃO E TELHADO.

ü  Estes locais devem possuir um acesso restrito e observação constante por parte dos adultos, por ser um local preferido para as crianças se esconderem e correr;
ü  Nas lajes inacabadas é que ocorre um grande número de acidentes envolvendo crianças e pessoas alcoolizadas, os riscos de queda de altura e choque elétrico é muito alto neste local;
ü  De preferencial realizar limpeza periódica nestes locais, para evitar o acumulo de limo, principalmente em locais que ficam úmidos devido as fortes chuvas, e nestes locais podem ter também grande incidência de focos de dengue além do risco de queda.

3)  INSTALAÇÕES ELÉTRICAS.
As instalações elétricas também podem ocasionar incêndio e choques que podem ocasionar a morte, por este motivo se deve ter uma série de  cuidados importantes:
ü  Na rede de alta tensão só pode ter acesso os profissionais habilitados e qualificados da concessionária;
ü  Tomadas com altura inferior a 1,20 cm de altura deve ter alguma proteção para impedir o acesso de crianças pequenas;
ü  Evitar o uso de benjamins, tomadas, plugs e extensões sem a devida certificação do IMETRO;
ü  Evitar centralizar vários equipamentos eletroeletrônicos em uma única tomada para evitar sobrecargas e choques;
ü  Fios soltos e desencapados podem provocar acidentes (choques elétricos);
ü  Realizar manutenção preventiva na rede elétrica interna também evita acidentes;
ü  Aterramento também é uma medida preventiva coletiva para máquinas e equipamentos.  
  
4)   DICAS E LEMBRETES IMPORTANTES:

ü    Remédios de tarja preta, barbitúricos entre outros devem ser guardados em locais seguro e sinalizados;
ü    Arma de fogo deve ser guardado em local seguro e fora do alcance de crianças e principalmente adolescentes;
ü     Iluminação de emergência pode ser adotada também em residências, de preferência uma lâmpada para cada cômodo da residência;
ü    Produtos químicos altamente nocivos (inseticida, raticida, querosene, gasolina, acido muriático, álcool, entre outras substancias) tem um rótulo diferenciado onde as instruções informam todas as principais informações que podem ajudar em caso de urgência e emergência com crianças e adolescentes;
ü    Sempre ter a mão uma agenda e/ou caderno com principais telefones e endereços de hospitais, clínicas, corpo de bombeiros, SAMU e da PM para agilizar ou pedir socorro em casos graves;
ü    Sempre saber o que esta se plantando no quintal, jardins, as plantas podem também ocasionar algum tipo de problema quando ingerida por crianças;
ü    Em casas com mais de um pavimento, que possuem escadas, as escadas prioritariamente tem que ter corrimão, e não podem ser totalmente vazadas;
ü    Bebidas alcoólicas e tabaco não podem ficar ao alcance de crianças e adolescentes;
ü    Ferramentas perfuro cortantes (facas, facões, garfos, alicates de unha e etc.) não podem e nem devem estar ao alcance de crianças e adolescentes, em qualquer hipótese;
ü    Escadas não devem ficar escoradas em paredes e/ou abertas, pois pode ocorrer acesso não autorizado (invasão e roubo) e também quedas de altura;
ü    Nos banheiros pode ser colocado algum tipo de material antiderrapante (tapetes);
ü    Em caso de frequentar locais públicos (praias, piscinas, feiras, praças, cinemas, parque de diversão, entre outros) com grande concentração de pessoas, as crianças podem ser identificadas com placas de identificação com nome, endereço e telefone para facilitar a identificação, pode se usar pulseiras também;
ü    Equipamentos eletroeletrônicos que não estão em uso devem permanecer desligados e com o cabo de alimentação fora da tomada;
ü    Cursos de Atendimento Pré-Hospitalar de nível básico podem ser uma boa opção para os pais interessados com o bem estar dos filhos;
ü    Empregados domésticos (motoristas, babás, cozinheiras, jardineiros e agentes de limpeza) podem também ter no seu currículo esse tipo de cursos;
ü    Mesmo em ambientes pequenos como a garagem de prédios, residências com grande circulação de crianças, a manobra de marca ré deve ser executada com segurança pelo motorista, já houve casos de falecimento de crianças, adolescentes e idosos que foram atropelados pelos pais;
ü    Não deixar isqueiros, velas e/ou fósforos ao alcance de crianças, isso pode ser um passo inicial para um sinistro (incêndio queimadura e/ou explosão);
ü    Toda vez que houver um grupo de crianças brincando próximo a uma via de acesso de alta trafegabilidade, manter a atenção redobrada, mesmo que esta brincadeira seja na calçada;
ü    Quando a situação assim o exigir as brincadeiras devem e podem ser suspensas para evitar qualquer tipo de acidente;
ü    Fogos pirotécnicos não devem ser manuseados ou guardados por crianças sem a devida presença de um adulto, e mesmo assim, devem-se obedecer as informações contidas no rotulo da embalagem do produto, conforme especifica o fabricante.   

5)  CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Não há um local cem (100%) por cento seguro, e o risco não pode ser simplesmente eliminado de um ambiente, como sou pai, tenho a devida precaução com o ambiente domiciliar, que podem também ocultar, camuflar alguns perigos, que para as pessoas leigas aparentemente não aparentam ter algum tipo de risco. Por este motivo resolvi compilar algumas informações relevantes para repassar para o público em geral.
Espero ter de alguma forma, seja direta ou indireta para a propagação da informação que é uma poderosa ferramenta na difícil arte da prevenção.

6)  REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA EMPREGADA.

GUIA PRÁTICO DE 1º SOCORROS, Editora Escala São Paulo – SP, 2012.
Manual de Prevenção e Combate a Incêndio em Edificações Residenciais. Corpo de Bombeiros Militar do Estado de são Paulo, São Paulo – SP, 2012.


LEMBRE-SE, ALGO POTENCIALMENTE PERIGOSO PARA UM ADULTO PODE SER FATAL PARA UMA CRIANÇA OU PARA UM IDOSO NO AMBIENTE DOMÉSTICO. O CONHECIMENTO PODE SER UMA FERRAMENTA PODEROSA  PREVENCIONISTA.

 


Quem sou eu

Belém, Pará, Brazil
Técnico de Segurança do Trabalho (Bombeiro Civil), Analista de Segurança em Riscos Empresariais e Corporativos, Graduado a nível de Tecnólogo em Gestão de Segurança Privada com Pós-Graduação em Recursos Humanos.

Colaboradores & Seguidores