domingo, 2 de setembro de 2018

BRIGADA DE INCÊNDIO. INVESTIMENTO OU PERDA DE DINHEIRO?


BRIGADA DE INCÊNDIO
Todas as empresas precisam ter uma preocupação constante com a segurança do trabalho, garantindo, assim, o bem-estar de seus colaboradores e as condições necessárias para que executem o seu trabalho com qualidade e tranquilidade. Nesse aspecto, o treinamento de brigada de incêndio é um elemento essencial.
A partir da formação desse grupo especializado, as organizações terão a certeza de que estão minimizando os riscos de incêndios. Mesmo se ocorrerem, esse grupo estará apto a reduzir as suas consequências. Porém, para isso, é necessário preparar uma equipe que tenha condições de executar o trabalho.

O QUE SIGNIFICA BRIGADA DE INCÊNDIO ?
Formada por colaboradores da própria empresa, a brigada de incêndio tem o objetivo de contribuir para a prevenção e o combate de incêndios. Dessa forma, o grupo atua na identificação de elementos que possam causar fogo e, caso ocorra alguma situação, está preparado para lidar com o incidente.

Foto 1 - Treinamento de Brigada de incêndio. 
Esse combate, inclusive, envolve algumas etapas muito importantes:

·         Ajuda a salvar vidas e evita que os efeitos de um incêndio de grandes proporções possam também trazer danos irreversíveis ao meio ambiente e a sociedade onde a empresa está inserida;
·         Extinguir as chamas e impedir a propagação do fogo para outros compartimentos da empresa;
·         Ajudar no PROCESSO DE ABANDONO DE ÁREA dos trabalhadores lotados na planta e zelar pela integridade física.
A participação em uma brigada de incêndio acontece de maneira voluntária, e o profissional precisa estar ciente e assumir os riscos legais que envolvem esse tipo de atividade. Também é importante que os brigadistas estejam constantemente no prédio para que possam dar todo o suporte necessário.


OBRIGATORIEDADE DE UMA BRIGADA DE INCÊNDIO NA SUA EMPRESA ?
De acordo com a legislação,  é facultado a algumas empresas a constituição de uma Brigada de Incêndio. Esse grupo deve ser criado para aquelas que tenham mais de 20 funcionários. Apesar disso, é comum que os negócios menores fiquem isentos dessa regra — embora tenham a obrigatoriedade de se preocupar com a segurança do trabalho.

Foto 2 - Obrigatoriedade na forma da lei.
As regras para instituição, treinamento e manutenção de brigadas de incêndio podem variar de um Estado para outro e precisam seguir instruções técnicas do próprio Corpo de Bombeiros. Há locais, por exemplo, em que a brigada só não é exigida em residências.
Por isso, as empresas precisam consultar e se adequar às regras estabelecidas nos Estados em que estão situadas. Além dessa particularidade, a formação de uma brigada de incêndio precisa seguir o que é suscitado na Portaria nº 3214/1978, na Norma Regulamentadora nº 23 – PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIOS, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mais conhecido como NR-23, que conta com importantes diretrizes.

Foto 4 - Simbologia da NR 23 do MTE.
É necessário consultar também a Instrução Técnica 17/2014, que estabelece as condições mínimas para:
·         Composição da brigada de incêndio;
·         Formação da equipe;
·         Implantação, treinamento e reciclagem da brigada de incêndio;
·         Quantidade de bombeiro civil para atuação em edificações e áreas de risco.
Além dessas duas legislações, também se deve consultar a NBR nº 14.276:2005 da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Essa norma determina os aspectos mínimos para que as empresas criem um programa de brigada de incêndio e, assim, possam proteger a vida e o patrimônio e reduzir danos ao meio ambiente.

LEGISLAÇÃO SOBRE A BRIGADA DE INCÊNDIO ?
A NR-23 estabelece uma série de diretrizes que deve ser seguida pelas empresas, com o intuito de contar com uma equipe de brigadistas altamente preparada para atuar em possíveis casos de incêndio.

Foto 3 - Simbolo da Brigada de Incêndio.

As regras têm por objetivo garantir a proteção à vida e assegurar o bem-estar dos colaboradores de uma organização. Entre as exigências dessa norma regulamentadora para o grupo e cada brigadista que dele faz parte, estão:

·         Deve ser voluntário e, no momento de sua formação, ser informado dos riscos que envolvem a atividade;
·         Deve passar a maior parte do tempo no local de atuação, pois isso garantirá o correto atendimento em casos de risco;
·         Deve realizar treinamentos de capacitação em combate a incêndios, identificação de situações de risco e formação teórica e técnica em primeiros socorros;
·         Ter habilidades e competência para redigir e/ou elaborar relatórios e pareceres técnicos (contextualização e coerência);
·         Fiscalizar o estado de conservação dos equipamentos de segurança.
Além desses aspectos que envolvem a prevenção e o combate a incêndios, a brigada de incêndio também tem como responsabilidade garantir a saúde e o bem-estar dos funcionários da companhia enquanto eles estiverem no local de trabalho.

POR QUE INVESTIR EM TREINAMENTO PARA FORMAÇÃO DE UMA BRIGADA DE INCÊNDIO NA SUA EMPRESA?
A formação de uma brigada de incêndio não é apenas uma maneira de cumprir uma determinação legal, mas também um mecanismo que demonstra que a empresa tem respeito à vida e trabalha de forma a proteger seus colaboradores. Com isso, consegue gerar diversos benefícios. Alguns deles são:

·         Avaliação de riscos de incêndio;
·         Inspeção e manutenção dos equipamentos de combate a incêndios;
·         Elaboração e inspeção de rotas de fuga;
·         Orientação aos funcionários e visitantes da empresa;
·         Realização de exercícios simulados;
·         Coordenação de ações de evacuação em casos de incêndio;
·         Contato e relacionamento com o Corpo de Bombeiros;
·         Corte de energia em casos de incêndio ou situação de risco;
·         Aplicação de primeiros socorros em caso de necessidade;
·         Combate ao princípio de incêndio.

E os principais motivos serão listados abaixo:
·      Preservação da sua Vida e de Terceiros envolvidos no processo produtivo;
·      Preservação do seu patrimônio e de todos nas adjacências, reduz possibilidade de processos judiciais;
·      Porque no ato da contratação de uma apólice de seguro, este item é mais que obrigatório para que a cobertura seja completa para o seu empreendimento.  

EPI’S EMPREGADOS PELA BRIGADA DE INCÊNDIO?


Foto 5 - Equipamentos de Proteção Individual para os membros da Brigada de Incêndio.

De acordo com a legislação, as empresas devem fornecer aos brigadistas Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para que possam proteger cabeça, olhos, tronco, membros superiores e inferiores. Esses materiais garantem a segurança dos voluntários nos momentos de combate a incêndios e ajuda na evacuação dos espaços.
Dessa forma, é preciso ficar atento a algumas situações:

·         Devem ser disponibilizados roupas de proteção térmica e demais equipamentos de proteção, em quantidade e tamanho suficientes para atender a brigada;
·         Os EPIs devem atender ao padrão específico de proteção para combate direto e indireto ao fogo;
·     Em caso de atuações em zona quente, devem ser fornecidos proteção respiratória e aparelhos para o Sistema de Segurança e Alerta Pessoal (SSAP).
É importante que roupas e itens de proteção estejam guardados em locais de fácil acesso e que permitam aos brigadistas se preparar no menor tempo possível. Afinal, o tempo de resposta em chamadas de emergência precisa ser rápido para que possam fazer um atendimento eficiente e ágil.
A rapidez na prestação desse serviço é o que garantirá a segurança das pessoas em risco na hora de um incêndio. Além disso, é fundamental que todos os materiais estejam em perfeitas condições de uso.
Investir no treinamento de uma brigada de incêndio é uma forma de garantir maior segurança para a empresa, seus colaboradores e toda comunidade à volta. É um processo importante tanto para a construção de uma imagem socialmente responsável quanto para o cumprimento às normas de segurança.

BRIGADA DE INCÊNDIO. UM INVESTIMENTO OU UMA DESPESA PARA O SEU EMPREENDIMENTO?


Foto 6 - Prédio da Receita Federal em Belém-Pará em Agosto de 2012.





Para os empresários que visualizam o seu crescimento a curto e médio prazo realmente é um custo elevado. Mais ao fazer uma analise mais crítica e em longo prazo, e com apoio de um ou vários profissionais competentes neste tipo de matéria, o empresário com toda certeza vai investir em uma formação e manutenção de uma Brigada de Incêndio para  resguardar todo o dinheiro que foi investido em sua empresa, depois pelo ponto de vista do mundo jurídico, tem o respaldo para evitar uma enxurrada de processos na esfera trabalhista e civil, e mesmo na esfera criminal. E por fim, evita que de uma hora para outra tudo que construiu seja dizimado pelo fogo, e acabe por gerar como consequência uma falência. Pense nisso.
Atenciosamente.


 André Luiz Padilha Ferreira.



Gestor de Segurança Privada com registro no CRA PA/AP.
Técnico de Segurança do Trabalho & Bombeiro Civil.
Analista de Riscos em Segurança Empresarial & Corporativa.


Instagram: @padilhatecsegdotrabalho

Twitt: @andrepadilhaPA 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

PALESTRA DE ELABORAÇÃO DE PLANO DE EMERGÊNCIA





Palestra na FUNDAÇÃO JORGE DUPRAT E FIGUEIREDO DE MEDICINA E SEGURANÇA DO TRABALHO - FUNDACENTRO - PA

Endereço: Rua Bernal do Couto, 781 entre Generalíssimo Deodoro e D. Romualdo de Seixas Bairro: Umarizal Belém/PA. 


Tema da Palestra: Elaboração de Plano de Emergência com base na NBR nº 15219/2015 da ABNT.

Resumo: Esta palestra foi ministrada para alunos e profissionais da área de Segurança e Medicina do Trabalho e faz menção ao planejamento que é necessário para atender as situações de emergência e urgência dentro que podem ocorrer dentro de uma empresa. 

Exemplos: 

  • Incêndios e explosões.
  • Acidentes de Trabalho.
  • Inundações e outras emergências relacionadas aos fenômenos meteorológicos.
  • Acidentes de trânsito na parte interna da empresa
Entre outros tipos de ocorrências que podem ocorrer e que podem ser visualizadas por intermédio do Processo de Analise de Riscos, que tem várias técnicas que podem aplicadas pelo profissional da Segurança do Trabalho, conforme consta no bojo das NBR 31000 que trata do desenvolvimento e aplicação e melhorias que podem ser aplicadas na Gestão de Riscos. E a NBR 31010 da ABNT  suscita as Técnicas de Analise de Riscos mais empregadas atualmente.

A primeira etapa de uma análise de riscos é a identificação dos perigos existentes em uma determinada instalação. Os objetivos principais desta etapa são: identificação dos cenários de acidente a partir de uso de técnicas que sistematizam a busca; e classificação dos cenários permitindo a seleção dos cenários para a uma posterior quantificação. 

Exemplo: 

Técnica Hazop - O termo HazOp origina-se do inglês Hazard and Operability Study. Também conhecido como “Estudo de Perigos e Operabilidade”, o HazOp é uma técnica projetada para identificar perigos que possam gerar acidentes nas diferentes áreas da instalação, além de perdas na produção em razão de descontinuidade operacional (SERPA, 2001a).

Também é objetivo da técnica identificar problemas que possam contribuir para a redução da qualidade operacional da instalação (operabilidade da mesma).


SERPA (2001a) lembra que num HazOp a operabilidade é tão importante quanto a identificação dos perigos, sendo que, na maioria dos trabalhos, encontram-se mais problemas de operabilidade quando comparados aos perigos.


Por fim, a palestra foi elaborada para incentivar os demais colegas a implementar o Plano de Emergência em suas empresas, com base nos processos de analise de riscos, criando assim mecanismos de pronta respostas para as situações de emergências.

Legislação aplicada: 

A legislação aplicada com toda certeza vai variar de estado para estado na nossa federação, mas é importante salientar que cada profissional deve pesquisar afundo a legislação de Segurança Contra Incêndio (SCI) que é empregada na sua localidade.

No Estado do Pará o Decreto nº 357/2007 do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará institui o Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico e Áreas de Riscos e estabelece outras providências.



DISPOSIÇÕES PRELIMINARES.

Art. 1º - Este Regulamento dispõe sobre as medidas de segurança contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco, atendendo ao previsto no art. 144 § 5º da Constituição Federal, ao art. 135, inciso V, da Constituição Estadual combinado com o disposto no art. 52 da Lei Estadual nº 5.731, de 15 de dezembro de 1992. 

Art. 2º - As exigências das medidas de proteção contra incêndio e pânico das edificações e áreas de risco devem ser cumpridas visando atender aos seguintes objetivos:

I - proporcionar condições de segurança contra incêndio e pânico aos ocupantes das edificações e áreas de risco, possibilitando o abandono seguro e evitando perdas de vida; 

II - minimizar os riscos de eventual propagação do fogo para edificações e áreas adjacentes, reduzindo danos ao meio ambiente e patrimônio;

III - proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e pânico;

IV - dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar, e:

V - garantir as intervenções de socorros de urgência.  

Além da Norma regulamentadora nº 23 do Ministério do Trabalho e Emprego também foi pesquisada e acrescentado dados importantes sobre a NBR 13434 - Parte I e Parte II que trata a padronização, cores e tamanho das placas de Sinalização de Segurança Contra Incêndio.  








Para finalizar segue os contatos para a inscrição nas palestras na FUNDACENTRO/PARÁ:

Inscrições podem ser feitas pelos e-mails abaixo: 

Enviar os seguintes dados: nome completo, profissão e contatos para o email:

tecnico.cepa@fundacentro.gov.br. ou eventos.cepa@fundacentro.gov.br

É muito gratificante disseminar o conhecimento. Agradeço a todos que participaram da palestra.

Atenciosamente.

André Padilha.
Técnico de segurança do Trabalho.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ANIMAIS PEÇONHENTOS - PICADAS DE ESCORPIÃO



Os escorpiões são animais pertencentes ao filo Arthropoda, que, junto às aranhas e carrapatos, formam o grupo dos aracnídeos. Assim como as aranhas, os escorpiões são responsáveis por vários acidentes. Esses animais utilizam o ferrão, localizado na sua cauda, para injetar o veneno.
De hábitos noturnos, os escorpiões geralmente são encontrados durante o dia escondidos embaixo de pedras, entulhos e cascas de árvores. São animais carnívoros que se alimentam principalmente de insetos e apresentam a grande capacidade de ficarem meses sem comida e água.
De uma maneira geral, a grande maioria não apresenta nenhum risco para o homem, uma vez que o veneno só é capaz de matar pequenos animais. Existem aproximadamente 25 espécies ao redor do mundo que apresentam veneno capaz de nos causar problemas. No Brasil, apenas espécies pertencentes ao gênero Tityus estão relacionadas com acidentes, dentre elas, três destacam-se como de maior importância médica: Tityus serrulatus, Tityus bahiensis e Tityus stigmurus.

Tityus serrulatus

A espécie T. serrulatus é a maior causadora de acidentes, sendo considerada o escorpião mais venenoso da América do Sul. Geralmente é encontrada solitária embaixo de cascas de árvores e em cupinzeiros. Caracteriza-se por apresentar coloração amarelo- clara, com manchas escuras sobre o tronco e no fim da cauda. Um detalhe bastante peculiar é a cauda, que possui uma espécie de serra no quarto anel. É encontrada na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
A espécie T. bahiensis apresenta coloração marrom-escura, sendo que as patas e pedipalpos apresentam algumas manchas de coloração mais escura. Gosta de ficar sob pedras e troncos, podendo ser encontrada em locais que apresentam acúmulo de lixo. É encontrada em Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A espécie T. stigmurus apresenta coloração amarelo-escura, com uma faixa longitudinal mais escura na região mediana do cefalotórax e um triângulo negro na cabeça. Avistados principalmente em cupinzeiros, esses animais são encontrados na região Nordeste do país.
Além das espécies citadas, outros escorpiões do gênero Tityus são encontrados no Brasil, porém não estão relacionados com graves acidentes. O escorpião da espécie T. cambridgei apresenta todo o corpo com coloração escura, próxima ao negro, e é encontrado na região Amazônica. O T. metuendus apresenta coloração vermelho-escura com manchas alaranjadas e é encontrado no Amazonas, Acre e Pará. A espécie T. fasciolatus apresenta-se listrada de amarelo e preto, sendo encontrada em Goiás e no Distrito Federal.
Os acidentes podem ser classificados em leves, moderados e graves. Os acidentes leves causam praticamente dor e inchaço. Os acidentes moderados, apresentam dor local intensa associada a sintomas como sudorese, agitação, náusea, hipertensão, vômitos e taquicardia. Já os graves apresentam vômitos frequentes, náusea, sudorese profunda, agitação, hipertensão, tremores, espasmos, paralisias, convulsões, edema pulmonar agudo, coma, entre outros sintomas.
Caso seja picado por um escorpião, procure imediatamente um médico e, se possível, leve o animal, para que seja feita a identificação. O tratamento geralmente consiste no alívio da dor (anestésico) e na administração de soro antiescorpiônico ou antiaracnídico.
Para evitar acidentes, lembre-se sempre de andar calçado e não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras e troncos de árvores. Mantenha sempre seu quintal e jardim limpos, evitando o acúmulo de entulhos.

domingo, 2 de julho de 2017

IDENTIFICAÇÃO E GERENCIAMENTO DE RISCOS: IMPLEMENTAÇÃO DE FERRAMENTA E TÉCNICAS DE GESTÃO NAS EMPRESAS.




 Autor: André Luiz Padilha Ferreira.

MBA em Formação Avançada em Consultores na Área de Recursos Humanos. Graduado em Gestão de Segurança Privada. Técnico de Segurança do Trabalho. Bombeiro Civil. Analista de Segurança em Riscos Empresariais e Corporativos. Auditor Interno em Normas: NBR 19001. NBR 19000. NBR 14001. NBR OSHAS 18001. Instrutor do Curso de Formação de Vigilante (Autorizado pelo departamento de Polícia Federal). Assessor e Consultor e Assessor Técnico em Gestão de Segurança do Trabalho e Gestão de Segurança Privada. Filiado ao Conselho Regional de Administração PA/AP.

1) RESUMO.

A cada passo que a “Humanidade” consegue dar em direção ao futuro e a superação de novos desafios que são detectados, a presença das ameaças e dos riscos, e de suas consequências e impactos positivos e negativos na atividade fim de cada empresa, e estes fatores são necessários nos processos de evolução do gerenciamento contínuo das ameaças e dos riscos em nossa vida pessoal e profissional em todos os aspectos, bem como de toda a sociedade. E também fazem parte do processo de desenvolvimento de novas formas de planejamento, e estão interligados diretamente aos novos processos da cadeia produtiva e na tomadas de decisão no âmbito das empresas em seu cotidiano.
Palavras-chave: Análise Preliminar de Riscos, Análise de Riscos, Análise de Riscos Qualitativa e Quantitativa.


2) ABSTRACT.

At every step Humanity is able to give in to the future and overcome new challenges that are detected, the presence of threats and risks, and their consequences and positive and negative impacts on the end activity of each company, and these Factors are necessary in the evolution processes of the continuous management of threats and risks in our personal and professional life in all aspects, as well as of the whole society. And they are also part of the process of developing new forms of planning, and are linked directly to the new processes of the productive chain and in the decision-making within the scope of the companies in their daily life.

Keywords: Preliminary Risk Analysis, Risk Analysis, Qualitative and Quantitative Risk Analysis.


3) INTRODUÇÃO.

A humanidade historicamente vem sobrepujando todas as ameaças que encontrou ao longo de sua história, guerras, epidemias biológicas (gripe espanhola, ebola e etc...), e também aprendendo com as catástrofes naturais e aprendendo a reconstruir instalações e criando novos métodos de detecção após estes eventos. Criamos e desenvolvemos as máquinas e as tecnologias que hoje são à base de nossa cadeia produtiva. No inicio de tudo forma empírica, na atualidade aplicamos as técnicas adequadas e continuamos a aprender com nossos próprios erros, e valorizando cada vez mais nos aprimorando com nossos acertos. A sobrevivência é o pilar de nosso desenvolvimento, os riscos e as suas consequências nocivas estão de fato está vinculado ao ser humano em suas várias fases (nascimento, desenvolvimento e morte).

Esse processo natural de aprender a identificar as possíveis ameaças e os riscos faz parte do processo de aprendizagem do ser humano (processo de cognição), através deste processo desenvolvemos técnicas de gerir as ameaças e criar mecanismos de autoproteção.

E tudo que aprendemos com nossos pais, em parte se aplicar em nossa vida pessoal e profissional, gerir os ativos tangíveis e intangíveis de empresa requer parte deste conhecimento adquirido, e é esse tipo de aptidão aliado a técnica de saber gerenciar os riscos empresariais que as grandes, médias e pequenas empresas estão em busca em um profissional. Alguém que de fato saiba identificar, mensurar (quantificar de forma qualitativa e quantitativa), e principalmente usar as técnicas para propor os mecanismos mais adequados de detecção e controle para atenuar as consequências e os impactos negativos dos riscos sobre a atividade fim do negócio, aí que se aplica a ferramenta de ANÁLISE DE RISCOS, que pode ser empregada em todas as empresas, aplicada a todos os tipos de atividades econômicas, e principalmente para todos os níveis de um processo produtivo, e para todos os níveis de planejamento de uma empresa (nível estratégico, níveis táticos e os vários tipos de níveis operacionais). Seja na esfera pública ou na esfera privada, gerenciar as ameaças para que não se transformem em riscos reais é uma questão de sobrevivência no mundo empresarial moderno. Charles Darwin, biologista e naturalista (escreveu sobre a teoria evolucionista, pesquisa realizada nas ilhas Galápagos, biologia, Evolução das Espécies, livros principais do naturalista) cita em sua tese que: a inteligência do Ser Humano é um dos principais fatores que geram aptidões (habilidades e competências) que favorecem a adaptabilidade do ser humano aos mais diversos tipos de ambientes. Em suma, a inteligência sobrepõe à força.

4) AVALIAÇÃO E ANÁLISE CRÍTICA DO CENÁRIO ATUAL EM QUE VIVEMOS.

Em um mercado globalizado e altamente tecnológico as empresas e os seus gestores obrigatoriamente devem ter uma visão holística e estar atualizados com relação às tendências que surgem a todo o instante, e saber procurar e/ou rastrear onde estão os principais riscos, as ameaças reais e também e as possíveis oportunidades, isso se chama pro-atividade, tratar de forma antecipada alguma situação indesejada e as suas possíveis repercussões nocivas, que de certo modo podem afetar a sua atividade fim.

Desta forma, as decisões estratégicas são tomadas sobre tudo com base na racionalidade, em dados reais e não tratadas ou remedidas com base na impulsividade momentânea que é gerada pelo sentimento medo. Na grande parte das crises, a ameaça principal deve ser no momento atual  gerenciada com toda cautela, porem são os efeitos, as consequências é que trazem flagelos, perdas e os danos financeiros, econômicos e materiais aos lucros de uma empresa.

Portanto, gerenciar riscos é saber que o efeito pós-crise é o mais nocivo, pois trás o efeito ondas ou dominó, que  podem ser muito mais prejudicial e devastadores que o próprio problema em si. Nos anos 70 a crise estava atrelada a bipolaridade entre as superpotências: EUA e USSA. Hoje uma crise concentrada na Grécia afetou mercados no além mar. E hoje com a globalização, processos tecnológicos interligados, mercados altamente competitivos e voraz, aliado ao fluxo da informação continua (bolsas de valores com evoluções alucinantes) potencializam ainda mais os efeitos negativos e positivos ao redor do globo terrestre nas mais variados tipos de mercados, consumidores e também influenciam na cadeia produtiva. Uma decisão equivocada pode colocar uma empresa em uma situação financeira caótica e um cenário onde as falhas são visualizadas como oportunidades vitais para alavancar vantagem competitiva junto as concorrentes de mercado. É por isso que para tipo de riscos existe a ferramenta de análise mais adequada.

5) ANÁLISE E GERENCIAMENTO DE RISCOS.

O modo empírico de se gerenciar as ameaças está fadado a desaparecer no mundo dos negócios, a identificação, análise e gerenciamento de riscos e ameaças devem estar calcados e alinhados com a metodologia técnica qualitativa e ou quantitativa, com base nas normas da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT), que gera conhecimento e disponibiliza esse produto final que são as NORMAS BRASILEIRAS APROVADAS (NBR’S), que podem auxiliar todos os profissionais e gestores no processo de ANÁLISE e GERENCIAMENTO DE RISCOS, com base nas seguintes NBR’S:

·         ABNT ISO NBR 31000 – Gestão de Riscos;

·         ABNT ISO NBR 31004 – Guia de Implementação da ISO NBR 31000;

·         ABNT ISSO NBR 3101 - Gestão de Riscos – Técnicas para avaliação de riscos.

Portanto não precisa salientar que analisar e gerenciar riscos estratégicos, táticos e os operacionais requer um pouco mais de conhecimento técnico e visão holística apurada para não se cometer erros primários na execução desta tarefa. E todas as técnicas podem ser aplicadas a qualquer tipo de atividade e ou processo (Gestão de Segurança do Trabalho. Gestão de Pessoas. Gestão de Processos Empresariais). Gestão Estratégica. Gestão de Segurança Contra Incêndios. Gestão de Segurança Patrimonial, em fim, tudo pode ser perfeitamente aplicado, desde que o elaborador tenha o cuidado de fazer as adaptações necessárias para cada tipo de cenário e ou atividade, respeitando as peculiaridades e as exigências legais para cada ramo de atividade.


6) CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS E AS TÉCNICAS BÁSICAS DE ANÁLISE E GERENCIAMENTO DE RISCOS QUE PODEM SER EMPREGADAS.

As técnicas a serem empregadas são simples, porém requer extrema atenção do ANALISTA DE RISCOS e da área de GERENCIAMENTO DE RISCOS para cada situação em especial. E será aplicada a seguinte legenda para facilitar a compreensão do público leitor de acordo com ISO/NBR 31010/2009:

AA – Altamente Aplicável;

A – Aplicável;

NA - Não Aplicável.

Exemplos de alguns tipos de riscos e análise de riscos e suas aplicabilidades: Quadro Sinótico.

Alguns Tipos de Riscos
Técnica
Aplicabilidade
Riscos Humanos
Análise de Confiabilidade Humana (HRA)
AA – Recomendada e empregada pela área de psicologia para identificar possíveis falhas comportamentais.
Riscos Operacionais
APP – Análise Preliminar de Riscos.
AA – Aplicada com sucesso na maioria das ocasiões por ser uma técnica simples e rápida de detecção de riscos e suas consequências.
Riscos Operacionais
HAZOP – Estudos de Perigo e Operabilidade.
AA – Aplicada com maior ênfase na parte de elaboração e revisão de projetos.
Riscos Operacionais
AST – Análise de Segurança de Tarefa
AA – Recomendada para tarefas operacionais da área de Segurança do Trabalho em campo.
Riscos Mercadológicos
SWOT
AA - Mais aplicada para planejamentos  e assuntos estratégicos da empresa para se saber os Pontos Fortes e Fracos. Oportunidades e Ameaças.
Riscos Operacionais
Check-List
AA – Altamente recomendada para a área operacional e tática. NA – Não recomendada para assuntos estratégicos.

Riscos Gerenciais. Riscos táticos e Operacionais.  
Análise de Riscos Ambientais
AA – Altamente recomendada para a área operacional e tática. AA – Aplicada e  recomendada para assuntos estratégicos, táticos e operacionais pois subsidia de forma clara a tomada de decisão.


7) CONSIDERAÇÕES FINAIS.

As ferramentas e técnicas a serem empregadas devem ser empregadas de acordo com o escopo de planejamento da empresa, entendimento (habilidades e competências adquiridas pelo profissional), atividade fim da empresa, e os riscos inerentes a cada função/atividade, possíveis cenários, até mesmo a aplicabilidade de cada técnica para casos concretos anteriores.

A NORMA ISO/DIS 22313:2012 (Societal Security – Business Continuity Management Systems).  Que trata sobre um tema de extrema relevância que é o PCN - Plano de Continuidade do Negócio (Continity Business Plan) com toda certeza pode diminuir os impactos dos riscos afetos a atividade fim e reduzir as possíveis perdas, danos e efeitos indesejados. Mais só poderá com êxito e ser operacionalizado se estiver apoiada em base sólida que é fornecida por uma ANÁLISE DE RISCOS consistente e realista. E feita por profissional “habilitado e qualificado” e com visão holística e pensamento proativo. A Visão de futuro sem esquecer os erros cometidos no passado, com a consciência de viver o presente com ações preventivas e não com ações reativas e/ou contingenciais.  

7.1) OUTRAS NORMAS ASSOCIADAS AO GESTÃO DE RISCOS.

ABNT tem uma coletânea de Normas Técnicas - Gestão Ambiental, da Segurança e Saúde no Trabalho e da Responsabilidade Social que podem ser empregadas na identificação e gerenciamento de riscos.

·         ABNT/NBR 16001:2012.
·         ABNT/NBR 18001:2010.
·         ABNT NBR 140012004.
·         ABNT NBR 26000:2010.

8) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APLICADAS.

AMORIM, Eduardo Lucena C. de. Apostila de Ferramentas de Análise de Risco. UNIFAL, Alagoas, 2010. Disponível em:
https://sites.google.com/site/elcaufal/disciplinas/programacao-estruturada Acessado em 02 de Julho de 2017. AS/NZS – Standards Australia/Standards New Zealand. AS/NZS 4360:2004 Risk

Management. Sydney: AS, 2004. Disponível em:
file:///C:/Users/curitiba/Downloads/Risk%20Management%20Guidelines%20Companion%20to%20AS%20NZS%204360%202004.pdf Acessado em 02 de Julho de 2017.  

ABNT ISO NBR 31000 – Gestão de Riscos.

ABNT ISO NBR 31004 – Guia de Implementação da ISO NBR 31000.

ABNT ISSO NBR 31010 - Gestão de Riscos – Técnicas para avaliação de riscos.
                  



André Luiz Padilha Ferreira
Consultor e Assessor Técnico

Segurança Empresarial (SE), Segurança e Saúde do Trabalhador (SST) e Segurança Contra Incêndio (SCI).


Fone(s): (91) 98139-6085 / (91) 99366-3921. 

Quem sou eu

Belém, Pará, Brazil
Técnico de Segurança do Trabalho (Bombeiro Civil), Analista de Segurança em Riscos Empresariais e Corporativos, Graduado a nível de Tecnólogo em Gestão de Segurança Privada com Pós-Graduação em Recursos Humanos.

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